Melissa Warwick | Performance Sagrado Profano
Performance Sagrado Profano

Melissa Warwick

Aracaju, SE, 2016

A performance Sagrado Profano exerce uma reflexão íntima sobre o corpo feminino, desenvolvida pelos ecos de crenças populares recorrentes dos mitos do sangrado feminino e singularmente, presentes ao longo do tempo dentro das diferentes culturas em nossa história.

Através do corpo performance, foi produzida uma caminhada sensorial, interna e estética sobre o transbordamento do sangue menstrual, representado pelo silenciamento e a abominação, dessacralização do derramamento do sangue feminino.

O ciclo menstrual, que outrora era relacionado a um estado mágico, encantado, e singular do nosso corpo, passou a ser condenado por questões de domínios e perspectivas de poder, reinterpretando-se para o controle da força da mulher e da sua poção mágica, reprodutora no entorno social e natural. Nos ensinaram a sentir-nos impuras. Sangrar foi considerado pela cultura ocidental, branca e capitalista, o mesmo que um castigo, uma praga do corpo feminino. Assim se constituiu, mais um capítulo de cisão do nosso corpo, para o enfraquecimento e desconexão da nossa natureza criadora.

Sobre a autora

Melissa Warwick
(Jaguarão, RS, 1980)

Melissa Warwick iniciou sua trajetória na fotografia em 2007 durante uma temporada de estudos em Barcelona/ES onde cursou fotografia básica no Institut d'Estudis Fotogràfics de Catalunya (IEFC) e seguiu realizando diversos cursos na área, incluindo o de fotografia profissional pelo New York Institute of Photography (EAD). Retornando ao Brasil, percorreu o interior nordestino trabalhando como fotógrafa em projetos com foco em turismo, economia criativa e cultura local, quando passou a dedicar-se integralmente à fotografia documental. Suas fotografias circularam por mostras em diversos estados brasileiros e também países como Espanha, Áustria e Irã. Em 2018, Melissa foi citada na matéria do El País Brasil "Uma seleção de fotografias feitas por brasileiras”, por Victor Moriyama e no ano seguinte, foi destaque na matéria de Ivana Debértolis para a VICE Brasil sobre a série "É Tudo Fachada”. Também foi selecionada em segundo lugar na convocatória ExistiResistir do Festival Floripa na Foto (SC), pré-selecionada para o Paraty em Foco (RJ) e na 5a edição do Pequeno Encontro da Fotografia, em Olinda (PE). Em 2021, foi contemplada pela Lei Aldir Blanc para a realização de uma exposição individual no Centro Cultural de Aracaju, além de ter sido selecionada na convocatória Mulheres Luz e premiada na 5a edição do BC Foto Festival. Atualmente, Melissa vive em Sergipe e é aluna do curso de pós-graduação online em Fotografia como Suporte para a Imaginação, no Espaço F/508 de Cultura (Brasília/DF e Lisboa/PT).

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